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Gripe Espanhola, saiba tudo sobre a maior pandemia da história

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Vamos falar sobre uma doença que ficou conhecida como “Gripe Espanhola”, e se tratava de uma variação do vírus influenza.

Era o ano de 1918 e a Primeira Guerra Mundial caminhava para o seu fim, naquele ano a humanidade começava a conhecer um vírus que causaria a morte de aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o globo.

A origem da Pandemia

Embora carregue o título de “Gripe Espanhola”, a doença não teve origem naquele país, a história é diferente. O variante do vírus influenza chegou muito antes e em diversos países ao mesmo tempo, é até difícil apontar a origem correta.

Mas um estudo da National Geographic datado de 2014, aponta que assim como o novo coronavírus, o vírus responsável pela Gripe Espanhola pode ter começado na China.

De acordo com a teoria formulada, cerca de 90 mil trabalhadores chineses foram transportados até o Canadá entre os anos de 1917 e 1918, eles teriam sido retirados de áreas rurais da China e passaram seis dias no país antes de serem levados para a França.

O estudo afirma que cerca de 3 mil trabalhadores ficaram doentes enquanto estavam no Canadá e foram forçados a ficar de quarentena. Mas os canadenses não teriam levado os sintomas a sério e interpretado como um tipo de “preguiça” e falta de disposição para o trabalho, uma visão xenofóbica.

Quando esses trabalhadores finalmente chegaram a França, eles teria começado a morrer. A doença se espalhou rapidamente e chegou a vários lugares, inclusive a Espanha.

o país esteve neutro durante toda a guerra e possuía grande liberdade de imprensa, por isso foi o primeiro a noticiar as mortes e a existência da gripe, alarmando a população. A partir daí, a doença passou a ser chamada de “Gripe Espanhola” e todos passaram a crer que ela surgiu no país.

A Guerra agrava a situação

A taxa de mortalidade da doença se mostrou altíssima e não existia limites de idade, doenças preexistentes, ou parâmetro algum, toda a população era atingida. Estamos falando em uma mortalidade em torno de 10%, na pandemia do COVID-19, a taxa atinge 3%.

O terror se espalhou rapidamente e a situação precária nas trincheiras contribuiu para o avanço da doença, acredita-se que o cenário contribuiu para que o sistema imunológico dos jovens despencasse, facilitando a contaminação em massa.

Já no verão de 1918, a Guerra chegava ao fim e milhares de soldados voltaram para casa, muitos carregando o vírus, ainda sem apresentar sintomas, milhares de cidades foram atingidas.

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O  pânico se instaura

 

De acordo com os registros da época, duas semanas após os primeiros registros, a Espanha já apontava um número de 100 mil infectados. Cerca de 30 a 40% dos trabalhadores atuavam em locais confinados, adoecendo rápido. Até mesmo o Rei Afonso XVIII foi contaminado.

O pânico se instaurou pelo mundo, pois a gripe inicialmente causava sintomas como dor de cabeça, cansaço e tosse seca. Mas progredia para casos mais graves como complicações no estômago, sudorese e comprometimento de órgãos.

Mas sem dúvida, a consequência mais grave foi a pneumonia, a principal causa das mortes registradas. Isso inclusive, dificulta a compreensão da pandemia até os dias atuais, pois muitas mortes não chegaram a ser declaradas como a gripe.

Em pouco tempo, Canadá, Suécia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos começaram a relatar grande número de mortes com a doença.

Os médicos tentavam acalmar os ânimos passando orientações de higiene e aconselhando o isolamento domiciliar, bem como para evitar o uso da aspirina. Contudo, a ciência moderna afirma que a aspirina poderia ter sido usada para tratar muitos sintomas da doença, ou seja, as recomendações não eram válidas por inteiro.

Não demorou para que muitos começassem a tentar lucrar com a pandemia, um “medicamento” chamado Formamint. Que era um tipo de pastilha vendido por uma empresa de vitaminas sediada em Londres, passou a ser muito comercializado.

Isto aconteceu devido a uma propaganda realizada pela Companhia em junho de 1918, que espalhou milhares de panfletos por pela capital britânica. Alertando para os sintomas da doença e afirmando que o produto era capaz de controlar os efeitos da gripe. O que nunca foi comprovado.

Comparações entre a Gripe Espanhola e o COVID-19

É realmente difícil apontar com clareza quantas pessoas foram de fato afetadas pela doença na época, mas as estimativas indicam que foram ao menos 500 milhões de pessoas ao redor do mundo. Deste total, cerca de 50 milhões morreram.

Acaba se tornando inevitável, comparações entre as epidemias que o nosso mundo vivenciou, como a pandemia de H1N1 e atual pandemia do COVID-19.

Apesar das semelhanças entre os sintomas e a forma de contágio, é quase impossível estabelecer outras relações entre as pandemias. Mas vamos apontar dados para fins de comparação.

A epidemia de H1N1 em 2009/2010, provocou a morte de 151 mil pessoas em todo o mundo, o que não chega nem perto dos números da Gripe Espanhola.

Em relação ao COVID-19, conforme já afirmamos, a taxa de mortalidade fica em torno de 3%, enquanto que a de Gripe Espanhola foi de 10%. No mundo todo, até o momento, são 464.092 casos confirmados do novo corona vírus.

 

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