Dia de hoje:18 June, 2021

Conheça os 8 tesouros que afundaram junto com o Titanic e porquê nunca foram recuperados

Em 1912, o transatlântico mais famoso da Histórica começou a sua primeira e última viagem. A bordo estavam magnatas, atores famosos, aristocratas britânicos e vários outros poderosos.

Dentre eles, o bilionário norte-americano John Jacob Astor, que tinha fortuna estimada em 2 bilhões de dólares em valores atuais, ele morreu no naufrágio quando cedeu seu lugar no bote salva vidas a uma família.

Todos esses viajantes poderosos acabaram fazendo com que milhões em tesouros como joias, artigos de luxo, obras de arte, dentre outros, fossem parar a 3,8 mil metros de profundidade, junto com o navio naufragado.

Saiba mais sobre esses tesouros guardados no fundo do Atlântico e os motivos para que ninguém, até agora, tenha conseguido retirá-los de lá.

8 – Milhares de Dólares

O Titanic partiu de Southampton, Reino Unido com destino a Nova York em 10 de abril de 1912. Havia 1317 passageiros e 908 membros da tripulação a bordo. De acordo com os dados disponíveis, eles levavam consigo algo em torno de meio milhão de dólares.

7 – Toneladas de mercadorias valiosas

O navio também foi utilizado para o envio de 60 mil encomendas postais e algumas toneladas de diversos artigos para serem vendidos nos EUA. Tudo isso avaliado em 10 milhões de dólares. Na adega haviam peles, vinhos, champanhes, produtos alimentícios, livros, instrumentos médicos e até 2 barris de mercúrio.

Na época ainda não havia voos entre a Europa e os EUA, portanto, as encomendas eram transportadas por navio.

6 – Diamantes

Documentos também comprovam que era transportada uma coleção de diamantes de valor superior aos 300 milhões de dólares.

5 –  Um manuscrito misterioso

Um dos objetos de maior valor que estava a bordo, era um manuscrito acadêmico do filósofo persa Omar Khayyam, datado do século XI. Além de esmaltado, o manuscrito também era decorado com milhares e pedras preciosas.

4 – Obras de arte

Claro que após o naufrágio, os sobreviventes e os parentes das vítimas começaram a exigir o ressarcimento de seus pertences. Isso gerou várias brigas na Justiça. E a perda mais valiosa foi um quadro de Marry-Jospeh Blondel, um renomado pintor francês. A obra intitulada “La Circassienne au bain”, foi avaliada em 100 mil dólares na época, algo em torno de 2,4 milhões de dólares em valores atualizados.

3 – “Sangue de Dragão”

Calma, embora o inventário de mercadorias do navio mencione 76 contêineres com “sangue de dragão”, não se trata propriamente disso. Assim que eram chamadas as resina de árvores das Ilhas Canárias.

O produto utilizado principalmente com finalidades medicinais, possuía uma cotação muito elevada.

2 – Uma múmia

Debaixo da cabine de comando, em uma caixa de madeira, estava guardada uma múmia egípcia de um profeta dos tempos de Amenofis IV. No interior da caixa havia também um amuleto com a imagem do rei Osíris, nele havia um escrito que pode ser traduzido da seguinte forma “Renasce do esquecimento, e com apenas um olhar conquista todos aqueles que se interpõem em seu caminho”.

Para os supersticiosos, a múmia foi a responsável pela maldição do navio, mas para outros, a história da múmia a bordo seria pura lenda.

1 – Um carro de luxo

Outra carga valiosa que estava no navio, foi um Renault Type CB Coupe de Ville, o proprietário do carro conseguiu sobreviver a tragédia. Assim que chegou aos Estados Unidos ele exigiu da empresa proprietária do navio uma compensação financeira pela perda do automóvel e também pela morte de seus dois cães que morreram afogados.

Um detalhe interessante é que para o filme Titanic (1997), a equipe de James Cameron conseguiu criar uma réplica quase perfeita do veículo, isso a partir de documentos que descreviam como era o automóvel.

Por que o Titanic não foi içado se sua localização já é conhecida?

Os familiares dos passageiros mais ricos que morreram na catástrofe levantaram a possibilidade de içamento do navio. Mas em 1912, não havia tecnologia possível devido à enorme profundidade em que estavam os destroços.

Já no final da década de 1950, a ambiciosa ideia de resgate dos restos do Titanic foram novamente apresentadas e havia as mais surpreendentes propostas. Foram muitas ideias mirabolantes, desde congelar o corpo do navio para que ele flutuasse para a superfície como um cubo de gelo até cobrir o gigante com bolas de ping pong ou com centenas de toneladas de cera líquida.

E como sabemos, nada disso foi levado adiante. A localização do barco é conhecida desde 1985, desde então várias sondas já submergiram e registraram o  navio submerso.

De 1987 até 2012, a empresa RMS Titanic era detentora exclusiva dos direitos para realização de pesquisas e a recuperação e fragmentos do navio no fundo do oceano. Foram realizadas 6 expedições que custaram 11 milhões de dólares, onde foram resgatados 6 mil objetos.

Os itens recuperados foram avaliados num montante de $1.100 bilhão de dólares e eram na sua maioria, objetos pessoais dos passageiros, objetos de luxo do interior e detalhes do casco. O projeto teve um lucro absurdo, mas nenhum dos objetos lendários foi localizado.

Importante salientar que a água do Atlântico, por um século inteiro danificou consideravelmente o metal, assim, qualquer tentativa de recuperação poderia causar a desintegração do navio. Mesmo que fosse utilizada  a mais moderna das tecnologias.

Além disso, há o debate sobre o descanso dos mortos do naufrágio, o luxuoso e mítico navio também se tornou uma tumba que parece estar destinada a descansar no fundo do mar por bastante tempo.

Desde 2012, a UNESCO é a responsável por esse patrimônio, o Titanic é agora considerado parte da cultura patrimonial subaquática e não é mais possível, legalmente falando, trazê-lo a superfície.

Ainda assim, os pesquisadores defendem que com o passar do tempo não sobrará absolutamente nada do naufrágio, pois os micro-organismos submarinos e água do mar destruirão os restos do navio até a última partícula.

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